Job Aprovado e Concluído: Site do Colégio da Villa

O Colégio da Villa (www.colegiodavilla.com.br) estava com dificuldades na atualização de seu site e me procurou para apresentar uma solução. Propus que migrássemos o site para um servidor mais confiável e que utilizássemos a plataforma Wordpress. Propostas aceitas, comecei a diagramar e formatar o site no formato Revista (Magazine), criei as páginas estáticas e alguns posts de demonstração. Atualizei os DNS's no registro.br e fiz uma reunião com a equipe de Gestão. Trabalho concluído e aprovado. Você pode ver como ficou o site em www.colegiodavilla.com.br.


Precisa de soluções web? Saiba mais, clicando AQUI.

#DinoDicas: 15 iniciativas para quem quer uma vida mais simples e feliz


Você conhece alguém que passa a maior parte da vida feliz? Essa pessoa não tem dinheiro para esbanjar, mas vive fazendo coisas diferentes, sorrindo e aproveitando a vida. Agora outra pergunta. Você conhece alguém que tem tudo, pode esbanjar a vontade dinheiro, mas passa a maior parte da existência reclamando de tudo, vive deprimido ou irritado?

Bom, as pessoas no primeiro caso entendem que dinheiro é um dos vários artifícios que as pessoas utilizam para serem felizes. Elas dão valor àquilo que o dinheiro não compra: saúde, amor, amizade sincera e são gratas por terem esse privilégio. Para essas pessoas, o que vier além disso é lucro, e por isso, conseguem se contentar com qualquer pequena manifestação de felicidade, ao contrário dos indivíduos do segundo caso, que precisam de muito para estarem felizes, e que nunca estão, porque nada é suficiente para eles e os outros são responsáveis diretos pela felicidade ou infelicidade deles.

Dinheiro é importante? Sim. Mas não é a sua quantidade que está proporcionalmente ligada a nossa felicidade mas sim a qualidade do uso que fazemos dele. Uma boa notícia é que não é necessário muito trabalho ou grandes esforços para viver uma vida mais simples e feliz, basta entender algumas coisas que poucas pessoas param para tentar entender. Vamos a elas? ;-D

01. Sinta a natureza

Vento no rosto, banho de chuva, sol na pele, o cheiro das flores, balé das abelhas, som dos pássaros, brilho da lua… tudo isso são pequenas fontes de alegria que só quem é capaz de ver a felicidade além do óbvio sente. Por passarmos muito tempo dentro de casa ou do escritório, acabamos esquecendo que esses pequenos prazeres existem. Para quem quer uma vida mais simples, redescobrir essas sensações é um passo importante.

02. Desapegue!

Você tem muita roupa que não serve mais, um monte de livros que nunca leu enfeitando a estante e brinquedos de infância esquecidos em caixas. Essas coisas só servem para ocupar espaço, não são úteis pra nada. Pessoas simples não acumulam coisas, elas sabem selecionar o que é necessário e o que não é, e assim aproveitam muito melhor o que têm. Desapegue! Presenteie quem gostaria de ficar com tudo que só ocupa espaço em sua vida ou doe para quem precise mais do que você.

03. Coloque o conforto na frente da sofisticação

Andar de salto alto o dia todo machuca os pés e não há quem consiga manter o bom humor com esse incômodo. Um sofá branco em que as pessoas não podem se sentar deveria estar pendurado na parede como um quadro, já que só está ali de enfeite. O tapete que não pode ser pisado, idem. Luxo é se sentir bem. Em tudo na vida, não abra mão do conforto pela beleza, porque o desconforto estraga qualquer prazer. E o que tem de gente que ama um desconforto...

04. Prazeres gratuitos

Nem sempre para usufruir de lazer você precisa abrir a carteira. Pare e pense em tudo o que você tem e pode aproveitar para se divertir ou relaxar. Se você tem uma rede guardada em casa, pendure-a e leia um livro deitado nela. Coloque seus fones de ouvido e ouça músicas bem alto. Se não for incomodar ninguém, cante. Olhe o pôr do sol pela janela. Ria e faça os outros rirem. Durma no sofá. Se tiver uma câmera, tire fotos. Veja seu filme favorito em casa. Pessoas simples vêem prazer em tudo isso e em outras coisas que a maioria das pessoas não dá a menor importância.

05. Amigos verdadeiros gostam de você pelo que você é…

…e não pelo que tem a oferecer a eles. Pessoas que não estão nem aí com o que você tem e sim com o que há no seu interior, além de serem mais sinceras e companheiras, podem ajudar a abrir sua mente e te ensinar a ser feliz com pouco. Amigos verdadeiros amam a sua felicidade, se encantam pelo que você é e se preocupam incondicionalmente por você. 

06. Ostentação não traz felicidade

Você definitivamente não precisa de um carro gigantesco para andar sozinho, nem de um automóvel super potente se só vai de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Tem certeza que quer abrir mão de certas coisas ou se endividar só para desfilar um carrão por aí? Isso realmente te faz feliz ou você está só procurando status? Dei o exemplo do carro, mas pode ser incluído aqui bolsas e sapatos de marca, o celular da última geração ou qualquer outra coisa que as pessoas realmente não precisam e compram somente para mostrar aos outros.

07. Se você nunca tem roupa, pare de comprar

Existem três tipos de pessoas: as que realmente não têm nenhuma roupa para vestir, aquelas que compram um monte de peças todo mês e quando abrem o armário não vêem nada e as que têm o suficiente para se vestirem todo dia sem reclamar. Se você faz parte do segundo grupo, não faz diferença comprar roupas sempre ou nunca, de qualquer forma você vai se sentir como se fizesse parte do primeiro grupo. Então pare de gastar tanto no shopping, use a criatividade e aprenda a se virar com o que você tem. O dinheiro economizado você pode usar para coisas que realmente tenham valor.

08. Faça atividades ao ar livre

Caminhar, fazer um piquenique, nadar na piscina, correr na praia, sentar em volta de uma fogueira…são todas atividades simples que poucos conseguem desfrutar, mas muitos dos que não conseguem nem sequer tentaram. Inclua na sua vida passeios em que você possa ter contato com a natureza, com as pessoas e com si próprio. Alguma delas com certeza te fará feliz e você pode até acabar descobrindo um novo hobby.

09. Demonstre seus sentimentos

Você pode fazer isso o tempo todo, de graça e sem esforço. Além disso, fará feliz não só a você mesmo como também a quantas pessoas você conseguir atingir. Abrace, beije, deixe recados, apareça de surpresa, diga que ama, faça companhia, escute, console e elogie sempre que puder.

10. Exercite a criatividade

Invente um jogo ou adapte um que já existe com suas próprias regras, use a criatividade para tirar fotos diferentes, procure inspiração, comece a escrever um blog, invente piadas, grave vídeos, desenhe, escreva cartas, monte um quebra-cabeça ou uma pirâmide de cartas de baralho, construa algo, conte histórias, faça uma festa temática. Quem sabe usar a criatividade se diverte muito mais e precisa de menos para ser feliz do que quem não sabe.

11. Veja quanta beleza há à sua volta

Ela está lá, mas você não vê. Assim como há beleza nas árvores, nas flores, nas paisagens e no céu, ela existe também nas imagens das grandes cidades, na arquitetura, nas construções, nas praças, em certas esquinas e nas pessoas. Mas é preciso ter o olhar apurado e zero preconceito para apreciar.

12. Idade não é limite para nada

Independente se você tem 20, 40, 60 ou 80 anos, se sente-se bem para fazer algo e não há nenhuma contra-indicação, o que te impede? Em qualquer momento da vida você pode ter novas ideias, aprender coisas novas, se superar e conhecer pessoas. Não existe idade certa para nada, o que existe é a sua vida, que é uma só e você só tem o momento de agora para fazer o que tem vontade.

13. Releve os defeitos dos outros

Até porque você também tem os seus e para alguém se relacionar com você vai ter que aceitá-los. Você não ganha nada dando atenção ao que as pessoas têm de ruim, na verdade, só perde a oportunidade de descobrir aquilo que elas têm de bom para te mostrar.

14. Faça você mesmo!

Faça coisas com as próprias mãos. Você vai descobrir que nem tudo precisa ser comprado pronto, há coisas que você mesmo pode fazer. Plantar alguns dos alimentos que consome é uma opção. Se tiver habilidade ou disposição para aprender, você pode pintar quadros, caixas, reformar móveis, alterar a cor das paredes e mudar sozinho a decoração da sua casa. Troque a pizzaria por comprar os ingredientes e fazer a pizza em casa, do jeito que você quiser. Customize suas roupas, faça acessórios, procure na internet por “DIY” (do it yourself) e ficará surpreso com quantas coisas você pode fazer com as próprias mãos.

15. Pratique sua espiritualidade

Agradeça pelo seu dia, por ter acordado, por ter sorrido, por ter um trabalho, uma família, oportunidade de ter estudado. Viva com paixão e propósito. Se divirta todos os dias. Levante da cama energizado. Sinta-se vivo. Concentre-se nas coisas boas da vida. Deixe para trás o que te incomoda, o que te traz ressentimentos. Esteja em paz com tudo e com todos. Seja livre para ser você mesmo. Tenha fé em você, pois pode fazer grandes realizações. ;-)

Casamento: Maria Luiza & Tiago Cruz


Malu e Tibas optaram por fazer um casamento no campo, e não tive dúvida em registrar alguns momentos do casamento desse casal de amigos muito especiais.










Parabéns, Malu e Tibas! Que vocês sejam muito felizes nessa nova etapa da vida de vocês!

Casamento: Luzia & Rodrigo


Luzia e Rodrigo me convidaram para fazer a cobertura fotográfica de seu casamento, estilo mini-wedding, com cerca de 40 convidados. Com restrição de orçamento, ofereci uma cobertura para a cerimônia do casamento civil e também para a festa. 








Casamento: Alana & Fabrício


Alana e Fabrício são amigos muito especiais, e me convidaram para fazer a cobertura fotográfica da cerimônia de seu Casamento Civil.

  



Ok. Mas quis ir um pouco mais além e presenteei-os com algumas fotos da cerimônia de seu Casamento Religioso. Foi maravilhoso!






Felicidades aos meus grandes amigos, Fabrício e Alana!

Crônica - Cosme e Damião


Essa meu pai me contou uma vez.

Quando pequeno, meu pai dizia que não via a hora de chegar o dia de São Cosme e Damião. Ele não sabia o dia de cor, mas lembrava mais ou menos que era perto de quando chovia. Naquela época, a miséria castigava as crianças lá no Nordeste do Brasil e, para elas, era uma alegria só quando chegava o dia dos santos irmãos chegava, pois era a oportunidade para comer doces.

Certa noite, na véspera do dia dos santos, sua irmã antes de dormir comentou:

"- Luizinho, é amanhã o Dia de São Cosme e Damião!"

"- Sério? Vamos comer muitos doces!"

"- Vamos sim!"

"- Legal!"

Meu pai mal dormiu naquela noite. Ele tinha sete anos recém completados e algumas coisas ele sabia: época de Natal era quando se pedia Boas Festas para seus tios e padrinho. Casamentos e velórios era oportunidade para comer sanduíches. E dia de São Cosme e São Damião era quando corria atrás dos carros de bois e caminhões para ganhar doces. Que alegria! E assim foi. No dia seguinte, meu pai correu atrás de dois carros de bois e três caminhões para comer doces.

"- Feliz Dia de São Cosme e Damião!" e os devotos arremessavam doces para as crianças. 

Para quem não entende direito o que era isso, seria o equivalente brasileiro do Halloween americano. Nos EUA, as crianças adoram o Halloween para ganhar e comer doces. Como a festa de São Cosme e Damião no Brasil. Só que aqui não precisava se fantasiar. Era diferente.

Um dia, cerca de dois meses depois, meu pai viu uma movimentação estranha dos adultos. Seu padrinho apareceu de repente na casa de meu pai.

"- Anna! Anna! Cadê o Luizinho?"

"- Pra quê, homem de Deus?"

"- Frei Damião chegou na cidade! Vou levar o Luizinho para que o frei abençoe ele!"

"- Claro! Ele tá lá no fundo brincando."

Meu pai conta que seu padrinho apareceu e pegou ele com um braço só, o colocou no colo e partiu na correria com minha avó Anna atrás deles. Depois de correr umas cinco quadras, chegaram ao centro da aldeia que moravam e uma multidão cercava o famoso frei. Meu pai não entendia nada.

"- Quem é ele, padim?"

"- É o Frei Damião, Luizinho. O homem é um santo!"

Na cabeça e na lógica de uma criança, meu pai juntou dois e dois e concluiu que era o santo dos doces. E os olhos brilharam naquele momento.

"- Legal, padim!"

Com muito custo, conseguiram depois de um tempo se aproximarem do frei Damião. O padrinho de meu pai se curvou para beijar a mão do frei, coisa que os antigos faziam em sinal de respeito. Frei Damião tocou a cabeça de meu pai, que estava no colo de seu padrinho e perguntou:

"- Qual seu nome?"

"- Luiz!"

"- Tudo bem, Luiz? Vi que me olhava como se quisesse falar comigo. Agora pode falar. O que que é?

"- Eu queria mais doce de leite!"

Crônica - Morangos




Em pouco tempo se tornaram melhores amigos. Adoravam sair, se ver, se divertir, tirarem fotos.

Até que um dia o beijo aconteceu. Ardente, quente, plenamente correspondido. E eles se enrolaram. Rolou o primeiro amasso em público, a primeira viagem, os papos se tornaram diários, mensagens sem fim, conheceram ambas as famílias. No começo ficou estabelecido que seriam amigos, amigos enrolados, que se curtiam e ficavam. Se achavam os moderninhos da turma. A mãe dela perguntava o que rolava. A mãe dele fingia que nada acontecia. O pai dela torcia para que dessem certo. Ela temia que se machucasse mais uma vez. Ele dizia que não temia nada. Mas temia. Temia perdê-la e queria algo mais.  Uma noite em que saíram, depois da sessão do cinema, ao deixá-la em sua casa, confessou para ela que queria avançar um pouco mais aquela relação.

"- Você é muito importante para mim, para ser só uma ficante. Não sou um caminho que você passa até achar um namorado. Se for para não termos futuro, eu quero que a gente não se veja mais por uns meses."

Ela empalideceu. Ele arriscou tudo. Ela não esperava aquela conversa. Ele não sabia de onde veio aquela coragem toda. A conversa acabou. Se despediram. O beijo não foi o mesmo. Ele não poderia mais voltar atrás naquela decisão.

"- A gente se fala amanhã?"

"- Pode ser."

Ela entrou. Ele pensou consigo mesmo:

"- Será que fiz merda?"

Ele foi para casa e não dormiu naquela noite, girando para um lado e para o outro em sua cama, revivendo todas as cenas que passaram juntos. Chegou a hora em que tinha que levantar para ir ao trabalho, levantou, a cabeça doía, tomou um banho quente, fez a barba e olhava para o celular esperando pela primeira mensagem do dia, que sempre chegava por volta daquela hora. A mensagem não veio. Pensou em mandar uma. Achou melhor não. Foi para o trabalho, a manhã demorou uma eternidade para passar. De vez em quando pegava o celular e nada da mensagem dela. 

"- Perdi ela."

Até que a tarde, depois do almoço, veio ela mandou uma mensagem:

"- Oi, sumido! Tudo bem?"

E ele respondeu como se não tivesse acontecido nada na noite anterior. Trocaram um monte de mensagens no restante do dia. Ele sentia falta dela. Ela sentia falta dele.

* * * * * * * * * *

Naquele final de semana se encontraram. Ele ouvia atentamente tudo o que ela falava, mas  ainda o incomodava em não saber sobre o futuro. Ela então vendo sua expressão de interrogação, lhe disse:

"- Vamos deixar rolar. Sem pensar no futuro. Uma hora a gente se acerta. Ah, eu te amo muito, seu bobo."

Ele pensou, sorriu e momentaneamente aceitou. A vida deles era morango, suculento, dava água na boca, vermelhinho de amor. Não é curioso? Todos que os viam juntos, os enxergavam como morangos, imaginando seus desejos e suas doçuras. Mas um morango sem açúcar não é doce. O morango, esse grande brincalhão. A fruta que engana. E foram levando. Ela com seu temor de se machucar mais uma vez. E ele com a sua esperança de que era o primeiro capítulo de uma história eterna. Com sabor de morango.

Newborn - Nathan


Fotos da primeira semana de Nathan.








Newborn - Maria Eduarda


Primeiras fotografias oficiais de Maria Eduarda. Com uma semana de vida, a gatinha já estava bem fotogênica.









Crônica - A menina do outono


Era uma manhã de sol tênue, típica de outono na minha cidade e eu estava indo para o meu trabalho. Tinha acabado de chegar ao centro da cidade e fui até o ponto de ônibus da avenida central. Enquanto prestava atenção nos ônibus que passavam, sinto um toque leve em meu ombro.

"- Moço, bom dia... Pode me dar uma informação?"

Era uma menina de não mais do que 14 anos, linda como aquela manhã de outono. Com certeza em alguns anos teria uma fila de pretendentes. Ela tinha cabelos escuros, seus olhos eram de um castanho claro radiante. Estava com uma mochila nas costas, talvez estivesse indo para a escola. Como sempre fui um sujeito de respeito, sorri e respondi.

"- Bom dia! Claro."

"- Então, como eu chego no Jaguara Mall?"

"- Ah, estou indo pra lá!"

"- Mesmo? Legal!" 

Ela vira para o lado onde sua mãe está sentada.

"- Mãe, ele vai pra lá!"

A mãe se levanta, dirige-se pra mim:

"- É que estou um pouco atrasada. Você vai lá para perto?"

"- Sim! Trabalho em frente."

"- Você mostra pra minha filha então aonde ela tem que descer?"

"- Sem problemas."

Em alguns minutos o ônibus encosta, eu e a menina nos encaminhamos para entrar no ônibus. A mãe dela fica no ponto e depois de se despedir da filha, fala pra mim:

"- É que ela nunca andou de ônibus sozinha..."

A menina fica inconformada:

"- Mãe! Pára! Já sou grande!"

Eu respondo à mãe atenciosa:

"- Tudo bem. Eu mostro certinho para ela."

"- Obrigada! E filha, toma cuidado ao atravessar a rua!"

"- Tá bom, mãe!"

 Ela fica próxima de mim, nos olhamos e sorrimos um para o outro. Não trocamos muitas palavras. Ao chegar próximo do ponto de ônibus, eu aviso para ela. 

"- É o próximo ponto."

"- Tá bom!"

Descemos no ponto de ônibus juntos. Ela me dá um beijo no rosto.

"- Obrigado, moço. Tenha um ótimo dia."

"- Obrigado. Você também."

Não perguntei aonde ela ia, nem a vi mais por muito tempo. Por toda a primeira década do século 21.

* * * * * * * * * *
Tinha conhecido uma garota bacana e começamos a sair. Era a terceira vez que nos encontrávamos. O verão tinha acabado, as noites começavam a esfriar. Fui buscá-la em sua casa. Como tínhamos combinado, dei um toque em seu celular quando estivesse perto de sua casa. Faltava menos de dois quarteirões quando dei um toque.

Ao chegar em frente a casa dela, ela imediatamente sai do portão e entra no meu carro. Sua mãe nos chama de dentro da casa:

"- Espera um pouco filha! Deixa eu conhecer ele!"

Ela sussurra pra mim:

"- Ah... Minha mãe me trata como se eu tivesse 14 anos ainda... Não liga não..."

"- Sem problemas."

A mãe sai:

"- Oi! Tudo bem? Prazer, Sueli! A gente já não se conhece?"

Imediatamente reconheço a mãe que estava no ponto de ônibus naquela manhã de outono, sorrio, olho para minha garota e todos os seus traços da menina, agora mulher, me retornam a memória, volto a olhar para a mãe dela e respondo.

"- Oi Sueli! Talvez sim... O mundo é pequeno, né? E meu rosto é bem comum..."

"- Pode ser... Bom, boa diversão para vocês dois... Vão voltar tarde?"

Minha garota não aguenta e responde:

"- Mãe! Pára! Já sou grande!"

"- Ah, filha, só perguntei..."

"- Pode ir dormir... Já tenho a chave..."

"- Tá bom... Cuidado na rua, tá bom?"

"- Ok, Sueli."

"- Tá bom, mãe!"

E partimos para o nosso encontro. Será que minha garota sabia o tempo todo? Não soube por mais algum tempo. Não importava. Engraçado, esse destino. Só sei que meus outonos nunca mais foram os mesmos. Nunca mais.

Crônica - Tarde no parque



Eles caminhavam em silêncio naquele final de tarde. Alguns casais e famílias também estavam naquele entardecer no parque. De mãos dadas e dedos entrelaçados ele a conduziu para um banco bem próximo da lagoa.

"- Vamos sentar aqui?"

Ela consentiu, mesmo estando um pouco incomodada com o silêncio dele, desde a hora em que entrou em seu carro. Ele tinha falado com ela, mas parecia meio distante, pensativo, como se tivesse acontecido algo. Ela sempre esperava o pior: uma briga, uma bronca. Ela adorava uma DR. Ela sentou, ele sentou ao seu lado, passou o braço direito sobre os ombros dela, deu um breve beijo na sua bochecha e ficou olhando o sol no horizonte e a luz refletindo nas ondas da lagoa como se fossem um milhão de fagulhas. Ficou ali por eternos três minutos. Ela não aguentou.

"- Você tá bem?"

"- Não se preocupe comigo."

"- Não gosto de te ver assim."

"- Mas estou bem, não se preocupe."

"- Não tá não. Anda... Fala logo. O que você tem?"

"- Nada não. Coisa minha. Só pensando um pouco."

"- Não gosto de ver você triste."

"- Mas não estou triste!"

"- Está o que então?"

"- Só com vontade..."

"- Vontade? Do quê?"

"- De te agarrar, te beijar e te fazer feliz pra sempre, sua chata!"

"- Bobo!"

"- Um bobo que te ama. Vem cá..."

"- Para! Sinto cócegas! Para! Não! Não! Hahahaha!"

"- Te amo sua chata!"

"- Também te amo... seu bobo!"