O Clássico e o Moderno


Quando Albert Einstein ainda era um jovem professor, durante uma prova que ele estava aplicando a seus alunos, um deles levantou a mão e disse: "Mestre, este teste está comprometido, pois às questões formuladas são iguais as do ano passado." Impassível, Einstein respondeu: "Não tem problema. As questões são as mesmas, mas neste ano, as respostas são diferentes."

Ali, ainda jovem, Einstein já recusava em aceitar os três séculos anteriores de certezas científicas para continuar avançando. Se nesse último século temos celulares, lasers, computadores, internet, e até fomos ao espaço, é porque em algum ponto, algumas pessoas altamente centradas começaram a desafiar as verdades estabelecidas e ousaram pensar adiante. E hoje, quase um século depois, quantos de nós não temos dificuldades em recusar algumas certezas que nos disseram e, com receio de continuar avançando, não mudamos nossos paradigmas?

Na Física Clássica, os sistemas envolvidos são lineares, ou seja, lógicos, incrementais e previsíveis. Já na Física Moderna, os sistemas são não-lineares e os efeitos podem ser totalmente desproporcionais às causas, e um evento não necessariamente precisa repetir o padrão do evento anterior, pois não existe uma ordem, mas um caos que impede dois eventos de serem idênticos.

Basicamente, a Física Quântica, um dos ramos da Física Moderna, trouxe as seguintes novidades:

1. Quanto mais se avança na matéria, menos exatidão pode-se ter quanto à sua natureza;

2. O simples fato de observar um experimento altera o seu resultado;

3. Certas realidades sofrem influência de eventos isolados, física e temporalmente.

Ou seja, tudo influencia tudo, e não temos exatidão da natureza das coisas! Fazendo um paralelo com a vida moderna, as pessoas são seres complexos, que trabalham em empresas complexas, relacionam com a sociedade que também é complexa, mas tentamos explicar todas essas relações como se fossemos mecanicistas clássicos. 

Separamos o trabalho do prazer, a função da ferramenta, a paixão do sacrifício, em um vício de divisão, como se tudo pudesse ser separado, como se cada coisa não interferisse, ou não fosse importante, na outra. Por isso, tenha prazer com seu trabalho, sacrifique-se sim por aquilo que você acredita, tenha um propósito na vida. Não precisamos ficar dividindo as coisas e o tempo que dedicamos para cada uma delas. Isso é deixar de pensar mecanicista, ou clássico, e passar a ter pensamentos quânticos-relativísticos, ou moderno.

Hoje todas as mudanças acontecem com velocidades surpreendentes e você, se não deseja ser superado, não pode mais se dar ao luxo de ser estático, de não avançar e de recusar o ritmo dessas mudanças. O período de incertezas só vem aumentando, o futuro profissional já não é mais tão previsível assim, e o que nos sobra é sermos não-lineares, ou seja, aceitar que o caos não é antônimo de ordem, mas sim uma nova fronteira de possibilidades para continuarmos avançando.

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