O grande tabuleiro


Esses dias descobri que sou uma peça no tabuleiro de alguém. Foi uma sensação estranha. A gente nunca pensa que, de uma maneira ou de outra, alguém pode estar movimentando as peças em um grande tabuleiro, tipo xadrez, onde uns são torres, outros damas, bispos, cavalos, reis ou meros peões. E a sensação, além de estranha, tem sido extremamente desagradável.

Em um seriado que eu acompanho, chamado How I Met Your Mother, tem um personagem muito popular na série que é o rei dos estratagemas: Barney Stinson. Em um episódio da quinta temporada, chamado de “The Playbook”, depois do término de seu namoro, ele volta a vida de solteirão aplicando uma série de cantadas baseadas em um livro que ele mesmo escreveu, no caso o “Playbook” do título, e o episódio gira em torno da cantada do “Mergulhador”. Não vou estragar para quem não viu o episódio com um spoiler, mas o roteiro é muito bem amarrado e entendemos porque Barney Stinson mexeu em todas as peças do tabuleiro, no caso seus amigos, até conseguir o que ele almejava.


Voltando a vida real, fazer parte de um tabuleiro em um jogo que alguém está jogando sem você saber, e aonde você é uma das peças, é muito desconfortável. Ainda mais quando a pessoa que está jogando, você supunha que fosse um amigo. Se a pessoa faz isso de propósito, eu ainda não sei, mas dá vontade de sabotar todas as suas jogadas. Confesso que já pensei em sabotar algumas de suas jogadas nesse grande tabuleiro, mas me senti um pouco incomodado, porque não faz parte de minha natureza 'detonar' algo, por vontade própria, algo que muitas vezes aparenta ter um bom propósito. Mas ser usado como peça de tabuleiro, sem seu consentimento, não é nada bacana!

Qualquer hora vou falar para esta pessoa a real situação, como me sinto durante todo esse tempo que descobri que faço parte desse jogo de tabuleiro. Enquanto isso, vou tentando sabotar aqui, contribuindo um pouco acolá, mas as jogadas não serão mais jogadas apenas por esse jogador. Ele que espere pelos próximos acontecimentos.

Até mais.

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